Inovação disruptiva: 5 ideias que estão mudando o rumo de segmentos inteiros

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Quando uma empresa lança uma tecnologia mais barata, acessível e eficiente em relação às tecnologias existentes, pode criar uma revolução. Quando o mercado aceita esta tecnologia, podemos estar lidando com uma inovação disruptiva.

O termo “inovação disruptiva” foi criado em 1995 por Clayton Christensen. Ele explica que “uma ruptura traz inicialmente um produto pior em relação ao modo como o faz sua avaliação. Mas também traz um novo conjunto de atributos que permitem ao produto ser usado de uma maneira diferente dos que existiam antes”.

Por muito tempo, empresas líderes de mercado reinaram absolutas em seus segmentos. A Kodak era uma delas. Fundada em 1892, foi a maior fabricante de máquinas e filmes fotográficos, segmento onde reinou por mais de 100 anos, mas com ascensão da fotografia digital, perderam mercado e faturamento, que resultou em pedido de falência no ano de 2012.

A fotografia digital surgiu dentro da própria Kodak em 1975, com o protótipo da primeira máquina sem filme, mas foram os concorrentes que a popularizaram nos anos 90, quando a fotografia digital chegou às mãos dos consumidores. A redução da qualidade das imagens comparada aos modelos filme, era perceptível pelos fotógrafos, mas não pelos consumidores domésticos, que viam na máquina fotográfica a possibilidade de registrar momentos. O que chamava a atenção era a possibilidade de tirar centenas ou até milhares de fotos sem ter que gastar uma grande quantia em cada filme de 24 ou 36 poses, e ter que gastar outra quantia para revelá-los para somente então saber se a fotografia ficou boa!

Os smartphones, a internet, e a geolocalização, são algumas das tecnologias que estão possibilitando o surgimento de novas empresas, com soluções inovadoras e baratas as principais dores dos consumidores. Destacamos 5 empresas que tornaram-se modelos de inovação através de novos modelos de negócios, principalmente porque entraram em mercados antes ocupados por monopólios, ou com uma grande concorrência, mas apoiando-se fortemente na tecnologia digital:

Netflix: Fundada em 1997, a empresa surgiu como um serviço de entrega de DVDs pelo correio. Algo bem distante do atual serviço de streaming de filmes, séries e de conteúdos próprios, que tem como foco principal o entretenimento do cliente mais do que a disponibilização de um filme. Tal movimento tem incomodado produtoras de TV nos EUA e no mundo, e gerado até mesmo discussões sobre necessidade da limitação dos planos de internet oferecidos pelas empresas de telefonia.

Airbnb: Fundada em 2008, permite aos usuários alugar o todo ou parte de sua própria casa, como uma forma de acomodação extra. O serviço permite a busca e reserva entre a pessoa que oferece a acomodação e o turista, que busca pela locação. Reduzindo assim o custo de acomodação, e gerando renda para quem possuía um cômodo vago em sua casa.

WhatsApp: Criado em 2009, tinha o objetivo simples de substituir o SMS, e proporcionar um meio de comunicação sem ruído ou propagandas. Em 2014, o aplicativo foi comprado pelo Facebook por 16 bilhões de dólares. Após a aquisição, o aplicativo ganhou a possibilidade de chamadas telefônicas via internet, o que vem tirando o sono de muitas operadoras de telefonia ao redor do mundo.

Uber: Fundada em 2009, a proposta inicial era oferecer um serviço semelhante a um táxi de luxo. Com uma fração do preço de um táxi convencional, o serviço criou uma grande competição em um mercado, antes dominado por monopólios de transporte e sindicatos. A reação nos diversos países em que o Uber atua é uníssona, de que o aplicativo promove concorrência desleal com os serviços tradicionais de Táxi. Em algumas cidades, chegou a ser proibido, mas a tendência mundial é de liberação do serviço.

NuBank: Fundada em 2013, em São Paulo, seu diferencial é oferecer um cartão de crédito controlado totalmente por um aplicativo disponível, e livre de tarifas como a anuidade, condição até então oferecida por alguns bancos apenas à correntistas com um determinado perfil. O que impressiona é a facilidade de se tornar cliente: você faz tudo pelo aplicativo, envia fotos da sua documentação e inclusive assina na tela do celular. Se perder o cartão, suspende seu uso pelo aplicativo, e se precisar viajar, não precisa avisar. Segundo os responsáveis pelo NuBank, a simplicidade proporcionada pela tecnologia é que permite que a empresa não cobre a tradicional anuidade.

Mas o que estas empresas tem em comum? A capacidade de criar e gerar valor para seus clientes, através da simplicidade e velocidade proporcionadas pela tecnologia, na maioria dos casos acessíveis na palma da mão.

Uma das ferramentas mais utilizadas por empresas que buscam inovar em seus processos e produtos é o Value Proposition Canvas, que permite verificar se seu produto realmente soluciona os problemas (dores) de um segmento específico de clientes. Em paralelo há uma necessidade de criar um modelo de negócios alinhado com a necessidade do seu cliente. E o Business Model Canvas é a ferramenta que surge como um modelo intuitivo, envolvente e de fácil compreensão por todos os níveis da organização, abrangendo a lógica de criação, entrega e captura de valor do cliente.

Mais do que especificar uma ideia, o Canvas permite verificar se seu produto ou serviço, dentro de um modelo de negócios, é escalável. Na Ágora Entertraining, empregamos estas ferramentas sempre que buscamos inovar na criação de um produto ou entender mais a fundo a demanda de um cliente. E você, que ferramentas tem usado para incentivar a inovação em sua empresa?

Fábio Bucior é especialista em Tecnologia na Ágora-Entertraining, professor de Marketing Digital na Univali, e está trabalhando em grandes projetos que podem ser a próxima “inovação disruptiva”.